Muitas pessoas que desejam reduzir a dependência dos óculos ou lentes de contato têm uma dúvida comum: cirurgia refrativa dói? O receio é compreensível, afinal os olhos são sensíveis e qualquer procedimento nessa região pode gerar ansiedade.
A boa notícia é que, em pacientes bem indicados, a cirurgia refrativa costuma ser rápida e realizada com colírios anestésicos. Ainda assim, é importante explicar o procedimento com cuidado, sem promessas absolutas.
O que é cirurgia refrativa?
A cirurgia refrativa utiliza laser para remodelar a córnea e corrigir erros refrativos como miopia, astigmatismo e hipermetropia. O objetivo é reduzir a dependência de óculos ou lentes de contato.
As técnicas mais conhecidas são PRK e Femto-LASIK. A escolha depende da espessura, curvatura e regularidade da córnea, além da saúde da superfície ocular.
A cirurgia dói durante o procedimento?
Antes do procedimento, são aplicados colírios anestésicos para reduzir a sensibilidade da superfície ocular. Na maioria dos casos, o paciente não sente dor durante a aplicação do laser, mas pode perceber pressão, toque, luz intensa ou sensação de líquido no olho.
O procedimento costuma ser rápido. Um dispositivo mantém as pálpebras abertas, evitando que o paciente pisque durante a aplicação.
E no pós-operatório?
O desconforto depois da cirurgia varia conforme a técnica.
No Femto-LASIK, muitos pacientes relatam ardência leve, lacrimejamento, sensação de areia e sensibilidade à luz nas primeiras horas, com melhora rápida.
No PRK, o desconforto costuma ser maior nos primeiros dias, pois há cicatrização da camada superficial da córnea. Pode haver dor leve a moderada, ardência, lacrimejamento e fotofobia. O uso de lente terapêutica e colírios prescritos ajuda na recuperação.
Quem pode fazer cirurgia refrativa?
A cirurgia pode ser avaliada em pacientes com:
- idade adequada;
- grau estável;
- córneas saudáveis;
- ausência de ceratocone ou suspeita de córnea irregular;
- exames de retina adequados;
- superfície ocular bem controlada.
A avaliação pré-operatória é indispensável para determinar se o procedimento é seguro.
Olho seco pode interferir na cirurgia refrativa?
Sim. A qualidade da lágrima e a saúde da superfície ocular são partes importantes da avaliação pré-operatória. Pacientes com olho seco podem sentir mais desconforto depois do procedimento, por isso o quadro deve ser diagnosticado e tratado antes da decisão cirúrgica.
Na Visu Clinic, a avaliação pode incluir investigação da superfície ocular e tratamentos específicos para olho seco, como iLux e Plexr, quando indicados.
Benefícios da cirurgia refrativa
Quando bem indicada, a cirurgia pode trazer:
- mais praticidade no dia a dia;
- menor dependência de óculos ou lentes;
- mais conforto para atividades físicas;
- redução de irritações associadas ao uso prolongado de lentes de contato.
É importante destacar que a cirurgia não deve ser apresentada como “fim” garantido do ressecamento ocular. Pelo contrário: olho seco precisa ser avaliado antes do procedimento.
E se eu não puder operar?
Se os exames mostrarem que a cirurgia refrativa não é a melhor escolha, o paciente ainda pode ter alternativas. Dependendo do caso, podem ser avaliadas lentes especiais, lentes esclerais ou ortoceratologia, especialmente para quem busca reduzir a dependência dos óculos no dia a dia.
Avaliação na Visu Clinic
Se o medo da dor impede você de considerar a cirurgia, o primeiro passo é conversar com um oftalmologista. A avaliação permite entender se seus olhos são candidatos ao procedimento e qual técnica faz mais sentido para o seu caso.
Na Visu Clinic, em Jacareí, o Dr. Emmanuel Antunes avalia cirurgia refrativa, saúde da córnea, olho seco e alternativas para cada perfil de paciente.



